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Uma conta eterna e impagável

A dívida deve ser um mecanismo para o governo do estado financiar ações que garantam o desenvolvimento econômico e social do seu povo. Porém, nossa dívida cresceu nos anos 90 por mecanismos de auto reprodução, ou seja: sem relação alguma com a promoção do desenvolvimento do RS. Ela só amplia o desequilíbrio das finanças do estado.
O Regime de Recuperação Fiscal é um mecanismo criado para possibilitar a recuperação das finanças de um estado, para que ele volte a pagar sua dívida. Quando a conta da gestão financeira do Estado não fecha, como no caso do RS, o pagamento é suspenso.

Para que aconteça o pagamento desta dívida, o Estado deve apresentar um PLANO de RECUPERAÇÃO FISCAL, onde consta o planejamento de onde vai sair o dinheiro para que esta dívida seja paga. Pois bem, nos anos 90 o RS precisou recorrer aos cofres nacionais – e agora, em 2022 – está propondo entrar no regime de recuperação fiscal para saldar a dívida com a União. Mas, na hora de CONFERIR esta conta, a gente percebeu que TEM COISA MUITO ERRADA! A questão é que o Regime de Recuperação não recupera coisa nenhuma! Da forma como ele foi feito, ele apenas APROFUNDA a ocorrência dessa dívida e faz com que ela seja CADA VEZ MAIS IMPOSSÍVEL DE SER PAGA! O índice de cálculo desde o seu início está errado. Os juros cobrados são abusivos e não poderiam estar ali! Então, se a gente colocar tudinho na ponta do lápis, vai perceber que esta dívida JÁ ESTÁ PAGA DESDE 2013! O cenário fica ainda pior quando a gente percebe que essa dívida cresce sem nenhuma contrapartida, ou seja, o RS não ganha NADA com isso e TODO nosso dinheirinho (suado) que pagamos em impostos, vai diretamente para quitar este pagamento. Ninguém quer pagar uma conta duas vezes, né? Imagina pagar A MESMA CONTA MAIS DE DEZ VEZES!

Por isso que nós, gaúchos e gaúchas precisamos nos posicionar CONTRA o Regime de Recuperação Fiscal como ele foi criado! E você, de qual lado está?